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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Petição à SAE Presidência da República contra o ASQ


O Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (Mieib) mantém no site Petição Pública um manifesto de repúdio à adoção de políticas públicas de avaliação em larga escala do desenvolvimento da criança de 0 até 6 anos de idade, por meio de questionários, como o ASQ; testes; provas e quaisquer outros instrumentos do gênero, seja em âmbito nacional, estadual ou municipal.

Os integrantes do movimento argumentam que tais procedimentos desconsideram a concepção de Educação Infantil e de avaliação presentes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n. 9394/96), no Parecer CNE/CEB nº 20 de 11 de novembro de 2009, nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil (Resolução CNE/CEB nº 05 de dezembro de 2009) e nos Indicadores da Qualidade na Educação Infantil (2009).


Para assinar a petição, clique aqui.

Para saber sobre o Mieib, clique aqui.


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Corrida para lugar nenhum






Ser criança ou adolescente hoje em dia pode ser sinônimo de agenda cheia. Não de brincadeiras e nem de tempo para descobertas, mas repleta de compromissos de gente adulta que exigem um grau de amadurecimento que  elas ainda não atingiram. O vídeo acima é um exemplo concreto desta crua realidade. Embora sejam entrevistas com alunos dos Estados Unidos, elas refletem o sentimento unânime de pressão, vivenciado por alunos tanto de lá como daqui e de qualquer outro país no mundo que utiliza provas de mensuração para dizer qual escola ou aluno é melhor que outro.  Talvez a única diferença que possa ser citada é o fato de que nos EUA as crianças também recebem um saco de vômito junto com o kit da prova, conforme relatou o neurologista infantil Steven Lawrence Strauss, do Franklin Square Hospital, durante o II Seminário Internacional sobre “A Educação Medicalizada: Dislexia, TDAH e outros supostos transtornos”, que aconteceu entre os dias 11 a 14 de novembro na Universidade Paulista (UNIP).

Essas avaliações fazem com que todo o sistema educacional mire os esforços não na formação sadia de um futuro cidadão, mas sim na formação voltada a um conteúdo formatado em padrões que são os exigidos por essas provas.

O índice de mensuração internacional mais conhecido é o PISA, do qual o Brasil faz parte e está na 53ª  posição.  Em nível federal temos a Prova Brasil e o SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica). Cada Estado também pode elaborar sua prova de mensuração. Em São Paulo, por exemplo, temos o SARESP.  Para o Ensino Fundamental I,  o SARESP realiza provas para as turmas do 3º e 5º ano, ou seja, envolve crianças com idades  de 8 e 10 anos.

Para as crianças dos 5º anos, as provas são aplicadas como se fossem um verdadeiro concurso público, com direito a todos os requisitos. Vejam só se não tenho razão: não é a professora da turma quem aplica as provas, quem aplica é outra professora, de outra escola, muitas vezes uma completa desconhecida para a turma. Vem também um fiscal externo acompanhar todo o procedimento. Quando as provas são entregues, as crianças são orientadas a não virar antes do tempo determinado, escrito na lousa, igualzinho a um concurso público: horário de início tal, horário de término tal, tempo mínimo  de permanência tal........... e........... caso... queiram ir ao  banheiro ou tomar água................ chama-se o fiscal! É ele quem  acompanhará a criança até o bebedouro ou banheiro...... igualzinho a um concurso público de verdade........com a exigência até de preencher à caneta aqueles gabaritos lidos por computador... a única diferença é que não assina a prova..... apenas escreve o nome completo rs... .e isso porque estamos falando de crianças cuja idade gira em torno de 10 anos!!!!!! 

Será que isso não foi levado em conta? Nossa.................. tenho tanta curiosidade de saber desses profissionais que elaboram todo esse esquema de provas se por acaso eles lembraram-se de que se trata de crianças, que de acordo com Jean Piaget, ainda encontram-se transitando entre a fase final operatória e a operatória concreta do desenvolvimento cognitivo? Traduzindo: isso significa na prática que ainda não estão maduras o suficiente para encararem um procedimento que envolve responsabilidades de adulto e que em muitos casos, dependendo do resultado final, decide valores de verbas e bônus financeiros às escolas e professores.

Não é muita pressão?

Concorda comigo?

Peraí que ainda não terminei......


Sabia também que já está rolando um teste  para crianças de creche e de educação infantil? É verdade! Crianças de 0 a 6 anos estão sendo avaliadas via ASQ (Ages & Stages Questionnaires), teste elaborado pelos EUA, importado pelo governo brasileiro e sendo testado em  fase piloto no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com reportagem publicada no site da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, para cada faixa de idade existe um questionário com 30 perguntas que avalia o desempenho da criança em diferentes quesitos: comunicação, coordenação motora, resolução de problemas e capacidade de socialização. Além de medir o estágio de desenvolvimento infantil, o ASQ traz sugestões de atividades a serem desenvolvidas pelos educadores com crianças que apresentaram déficit de desenvolvimento em cada faixa etária.

Aonde vamos parar???????

Alguém aí arrisca uma resposta?

Eu acho que um dos motivos do aumento de diagnósticos de TDAH e Dislexia tem relação com essa pressão toda. Cria-se um padrão de excelência que exige a homogeneidade nos saberes adquirida nos mesmos moldes de uma linha de produção fordista e toyotista...... quando............ na............ verdade.............. o que  precisamos mesmo  é voltar a atenção a que tipo de ser humano os governos  pretendem que as escolas possam formar..................


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Para saber mais sobre o projeto piloto brasileiro do teste ASQ clique aqui.

Para saber mais sobre o resultado brasileiro no PISA, clique aqui

Para conhecer a Prova Brasil, clique aqui

Para saber sobre o SARESP, clique aqui



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Aprendizado de outro idioma

Vinícius Reis Cordeiro, profº de língua inglesa




Independente das discussões acerca da existência ou não do TDAH e da Dislexia quem leciona sabe muito bem que uns aprendem mais rápido e outros nem tanto. Agora imagine essa diversidade na aprendizagem de um segundo idioma. Difícil, com certeza! Pensando nisso, convidei um amigo meu, professor de língua inglesa, Vinícius Reis Cordeiro, para compartilhar sua experiência. Ele leciona para crianças aproximadamente há um ano na rede municipal de Santo André, onde os alunos do Ensino Fundamental contam com aulas semanais de língua inglesa .   “A experiência com crianças tem sido uma grande surpresa, pois nessa fase  possuem uma facilidade incrível para decorar vocabulários novos e também para assimilarem a pronúncia em inglês, cujo som não estão acostumados. Minhas aulas são apenas orais, pois a parte de leitura e escrita pode atrapalhar o aluno, justamente por estar no processo de alfabetização ainda, porém na parte da oralidade os alunos se saem muito bem e gostam muito, devido ao grande interesse que possuem em aprender outro idioma”, afirma Cordeiro.

O professor fez um intercâmbio nos EUA  e afirmou que o método que usam lá é praticamente o mesmo utilizado aqui para o aprendizado da língua inglesa e que antes de assumir o cargo teve treinamento para lecionar para crianças especiais e com distúrbios de aprendizagem. “A língua inglesa é algo totalmente novo para a criança. Ela não está inserida no contexto formal, porém nos dias de hoje, músicas; filmes; jogos de computador; vídeo games; redes de fast food etc, estão todas cheias de palavras em inglês e é algo que faz parte do cotidiano do aluno informalmente. O intuito das aulas para crianças é fazer com que elas tenham contato com a língua, com que a mente delas fique familiarizada com a fonética do inglês. Para os alunos com dificuldades de aprendizagem, primeiramente é necessário dedicar um tempo maior. É preciso entender e respeitar que esse aluno não tem o mesmo ritmo dos outros colegas, mas tem condições de alcançar a mesma aprendizagem”, argumentou.

Para Cordeiro, os alunos aprendem muito com o visual, por isso é de extrema importância levar figuras; vídeos; músicas; coisas que despertem o interesse desse aluno. “O que conta muito é fazê-los desenhar, sentir-se participando da aula e para isso é preciso motivá-lo, incentivá-lo, oferecer exemplos pessoais que despertam o interesse. Isso vale para todos, inclusive alunos especiais. É importante também revisar o conteúdo e de maneiras diferentes. É necessário um tempo a sós com alunos com dificuldades de aprendizagem, fazê-los pronunciar as palavras com calma, ouvir histórias em inglês, onde o mesmo pode  acompanhar apenas as figuras, assim sua mente assimilará o que ele ouve em inglês. Acredito que todo esse processo é visando o futuro desse aluno. Inseri-lo desde pequeno no universo da língua inglesa propiciará, quando chegar na fase adulta, que seu consciente esteja muito mais familiarizado com o novo idioma e ele terá muito mais facilidade para realmente aprender uma nova língua, com questões gramaticais, escrita, leitura, etc”, finalizou.



Dislexia e uma segunda língua


Para o  pedagogo  Juan Uribe  alunos disléxicos também aprendem línguas. “Aprendem quando o método pelo qual a língua é apresentada é apropriado a forma como eles melhor aprendem”, afirma. Para ele, disléxicos aprendem melhor quando se movimentam, falam sobre si, desenham, criam, participam com o que melhor fazem. “Cada disléxico têm suas características, sua história e suas habilidades que representam desafios pedagógicos para o educador”, afirmou em artigo publicado no site da Associação Brasileira de Dislexia.

Segundo ele, o educador que trabalha afetivamente com um aluno disléxico consegue atuar melhor quando discute com o aluno formas de planejar, registrar e avaliar o estudo, tanto em seu conteúdo quanto em sua forma. “Este diálogo e a construção desta parceria é fundamental para que possamos ter um clima de transparência e confiança entre aluno e educador. Este clima fortalece o processo de aprendizagem  nos momentos de devolutiva e discussão sobre como ambos se sentem e como o progresso é sentido. Este educador deve ser um pesquisador curioso que estude a Dislexia e que registre o processo pelo qual passa com este novo aluno, para que possa também organizar seus pensamentos e agir de uma forma consciente e reflexiva. Uma ação espontaneísta priva o aluno disléxico de progredir. Trabalhar a auto-estima mostrando que ele também é capaz, porém aprende de outra forma e em outro ritmo aliado a um trabalho conjunto com a família são ingredientes fundamentais. O disléxico aprende e trabalhar com ele é um desafio”, afirmou.

Abaixo algumas formas que o pedagogo Juan Uribe utiliza e que segundo ele tiveram bons resultados com alunos disléxicos:

Utilize movimento entre atividades curtas;
Faça projetos de interesse do aluno;
Mostre seus objetos pessoais, suas fotos, fale de você;
Desenvolva projetos de artes que tenham produtos;
Valorize e incorpore atividades nas quais o aluno tem sucesso;
Tenha momentos de relaxamento e descontração no inicio e no fim de aulas;
Faça revisões freqüentes, de formas diferentes;
Trabalhe o conteúdo de diversas formas;
Utilize diferentes cores e associe figuras a palavras;
Use músicas e ritmos;
Escreva com giz grande e use massinha;
Use o computador e jogos para fixação.


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Para saber mais sobre o projeto de aulas de inglês no Ensino Fundamental,  desenvolvido pela rede municipal de educação de Santo André, clique aqui

Para conhecer o trabalho de Juan Uribe, clique aqui 

O portal da BBC, mantido pelo governo britânico, oferece plataforma interativa e gratuita  para o aprendizado da língua inglesa. O portal é dividido para dois públicos: alunos e professores que podem acessar material estruturado para a elaboração de aulas.

Clique aqui e acesse o portal para alunos.

E aqui para professores.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

É adulto? Foi diagnosticado TDAH? Precisa saber disso....



Está acontecendo uma pesquisa muito interessante na Universidade Federal do Espírito Santo. Um grupo de pesquisadores, ligados ao Núcleo de Estudos e Pesquisa em Subjetividade e Política, o NEPESP, busca contactar adultos que foram diagnosticados TDAH para pesquisar o impacto que um laudo positivo tem na vida destas pessoas bem como a questão da medicalização.

A pesquisa está sendo coordenada por Luciana Caliman,  pós-doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro,  doutora e mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da  Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Atualmente Caliman é  professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Institucional da Universidade Federal do Espírito Santo.


Entrei em contato com a pesquisadora  para saber mais  informações e ela concedeu a entrevista abaixo, por email em 28/11/2011.


Vanessa Martos Gasquez - Por que escolheu pesquisar o impacto que o diagnóstico de TDAH tem em indivíduos adultos? A Dislexia também entra na pesquisa? 

Luciana Caliman – Desde o doutorado tenho trabalhado com a temática da atenção e (des)atenção e o TDAH e este diagnóstico está no foco do meu trabalho. Ao discutir o processo de expansão do TDAH, falamos que ele se expandiu interna e externamente: interna, porque a categoria cresceu, se alargou para incluir outros sintomas e outros grupos etários, como o adulto; externa, porque cada vez mais o TDAH tem alargado as fronteiras espaciais de seu mapa epidemiológico. Daí surge a necessidade de pesquisar o diagnóstico adulto, que é super recente e nem sequer é totalmente incluído no DSM IV.

Agora estou desenvolvendo outras pesquisas, especialmente no que diz respeito às políticas de educação e saúde voltadas para o TDAH. Na saúde, estamos pesquisando as políticas da Assistência Farmacêutica do Espírito Santo, voltadas para o transtorno, já que o Estado dispensa o Metilfenidato (Ritalina) pelo SUS. O número de adultos diagnosticados tem crescido significativamente e de forma acelerada, enquanto quase nenhuma pesquisa de caráter  qualitativo tem sido feita para acompanhar os efeitos deste crescimento.

Muito se fala sobre os riscos de problemas cardiovasculares associados ao consumo do remédio Metilfenidato, especialmente em adultos, mas poucas são as iniciativas de estudos que acompanham o efeito a longo prazo do medicamento no adulto. Por outro lado, meu objetivo maior é pensar o impacto não do medicamento, que é super importante, mas do diagnóstico na vida das pessoas diagnosticadas. Vejo o diagnóstico como uma tecnologia subjetiva que produz efeitos existenciais, políticos e sociais e quero analisar que efeitos são estes. Não trabalho diretamente com a Dislexia, mas quando analisamos o efeito de um diagnóstico psiquiátrico na vida das pessoas diagnosticadas, percebemos que alguns efeitos podem ser generalizados para outros diagnósticos.


VMG - Poderia resumir em qual momento da pesquisa a professora está?

LC - Então, a pesquisa do pós-doutorado foi finalizada em 2009, mas muitas coisas do material produzido ainda estão sendo analisadas e repensadas. Parece que nunca efetivamente terminamos uma pesquisa quando continuamos estudando o assunto!

Aqui no Espírito Santo, esta pesquisa se desdobrou em outra que está em seu início e que definimos como pesquisa-intervenção. No semestre que vem, começaremos a realizar rodas de conversa com adultos diagnosticados com TDAH que retiram o medicamento (Metilfenidato) na farmácia cidadã metropolitana. Nosso objetivo é dar voz à experiência que estes sujeitos têm da medicação e de serem diagnosticados com TDAH, ou seja, queremos investigar os efeitos do medicamento e do diagnóstico na vida destas pessoas.

Acreditamos que quando narramos e  compartilhamos uma experiência ela é também alterada, re-significada, interferida pelo processo, por isso a escolha das rodas de conversa ou da técnica da conversa. Uma conversa não é monólogo e nem  diálogo. Uma conversa é sempre aberta ao plural, ao que destoa, ao que difere. Uma das coisas que me incomoda na fala das pessoas que narram a experiência de ser diagnosticado com TDAH, seja em livros ou na net, é que a narrativa é quase sempre a mesma, a história, os nomes, os apelidos, são sempre os mesmos. Buscamos acessar e/ou produzir falas singulares e encarnadas, que digam do concreto de suas vidas e não apenas repitam narrativas vendidas pela midia. Pensamos que a vida é mais singular.


VMG - De que forma  as pessoas adultas que já foram diagnosticadas como
portadoras de TDAH poderão ajudar na pesquisa?

LC - Acho que as pessoas que foram diagnosticadas com TDAH precisam dizer de sua experiência, compartilha-la e também repensá-la na conversa com o outro. É com base nesta experiência que podemos criar ferramentas para melhor acompanhar as políticas direcionadas ao TDAH e neste sentido torná-las  efetivamente públicas.  

Uma coisa que descobrimos em uma pesquisa anterior que fizemos aqui no Espírito Santo  é que as pessoas que pegam o Metilfenidato no SUS não o fazem por muito tempo. Por que será? Podemos indagar, imaginar mas, precisamos dos usuários para dizer o que realmente acontece.

O Usuário não deve apenas "usar"  ou utilizar o SUS, mas geri-lo, criá-lo, construí-lo. A pesquisa tem também este caráter, estamos analisando o efeito de uma política pública. Neste caso, desta pesquisa especificamente, estamos trabalhando com uma população circunscrita: usuários de Metilfenidato da farmácia cidadã metropolitana de Vitória, ES. Aqui, não trabalhamos com entrevistas, mas com conversas, o que se aproxima da técnica dos grupos focais. Por isso,  neste momento estamos fazendo isso de forma presencial. Vejo possibilidades futuras de poder trabalhar com esta narrativa, via entrevista pela net, por exemplo.

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Quem foi diagnosticado TDAH na fase adulta e tiver interesse em colaborar com a narrativa da experiência da medicação e do diagnóstico, pode entrar em contato com a pesquisadora pelo email : calimanluciana@gmail.com


Para conhecer o Núcleo de Estudos e Pesquisa em Subjetividade e Políticas – NEPESP/CNPq clique aqui
http://www.ufes.br/ppgpsi/nucleos_nepesp.html

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