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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

TDAH e Dislexia & Distúrbio do Processamento Auditivo Central


O Processamento Auditivo Central (PAC) compreende um conjunto de habilidades auditivas realizadas pelo sistema nervoso central, necessárias à interpretação das informações que chegam por meio da audição. Pessoas que sofrem do Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC) possuem alterações em uma ou mais destas habilidades auditivas de linguagem e aprendizagem. Apresentam também uma audição periférica normal e dificuldade de compreender o que é falado.

De acordo com a Associação Brasileira de Dislexia (ABD) a razão para se avaliar o processamento auditivo (PA) em disléxicos está baseada na hipótese que um déficit perceptual auditivo pode agravar em muito os problemas de aprendizagem, incluindo problemas específicos de leitura e distúrbios de linguagem. Para avaliar o grau do distúrbio e suas conseqüências são realizados testes por fonoaudiólogos para averiguar  os mecanismos fisiológicos de atenção eletiva para sons não verbais em escuta dicótica, discriminação de sons em seqüência e reconhecimento de padrões temporais.

Estudo

Dez sujeitos disléxicos  diagnosticados pela  equipe de saúde da ABD, cujas faixas etárias variaram entre  12 a 15 anos de idade, sendo nove do sexo masculino e um  do sexo feminino foram avaliados  quanto aos diferentes mecanismos auditivos. Esses indivíduos  possuíam nível de escolaridade de 4ª a 7ª série  do Ensino Fundamental e todos eram destros. Quanto à presença de dificuldades em ouvir, foram registrados 50 % de ocorrências de queixas; quanto à dificuldade de falar, 60% de ocorrências; a desatenção persistiu em 90% de ocorrências e antecedentes de otites na infância, ficou em cerca de 50% de queixas.

Nesse grupo de disléxicos estudados  ficou evidenciada a dificuldade em lidar com sons verbais e não verbais  mostrando que no trabalho de linguagem realizado com esses pacientes devem ser destacadas os  aspectos de   compreensão da fala   trabalhando a análise auditiva dos sons da língua materna, ou seja, os aspectos segmentais da linguagem, a compreensão da linguagem,  bem como trabalhar aqueles  parâmetros que permeiam a mensagem lingüistica propriamente dita que são denominados aspectos suprasegmentais da linguagem. Que são  freqüência, intensidade do som, a tonicidade, o ritmo e a entoação da fala.


TDAH

Na avaliação de Carmelita Rodrigues, psicóloga junguiana,  há uma nova luz no fim do túnel para pessoas  com  sintomas de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).  “Nos últimos quatro anos, especialistas têm trabalhado com uma nova investigação e novo diagnóstico que muda muita coisa nos casos de agitação e falta de concentração:  o DPAC”, afirmou a psicóloga em artigo publicado no site psicopauta. De acordo com ela, o distúrbio causa alterações em uma ou mais das habilidades auditivas que afetam o desenvolvimento da aprendizagem e da linguagem e por conta deste distúrbio, a criança apresenta sintomas e comportamentos semelhantes aos registrados em portadores  do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) o que no entendimento dela, leva ao erro de diagnóstico. “Assim, crianças que hoje estão sendo medicadas com a  Ritalina, por terem sido equivocadamente diagnosticadas como TDAH, precisam de revisão no tratamento urgente porque quando se trata de DPAC, a Ritalina não funciona e nem é necessária”, afirma a psicóloga. Para ela, a terapêutica para os DPACs  são exercícios de reabilitação fonoaudiológicos, realizados por profissionais especializados. O diagnóstico exige um exame audiométrico específico.


Causas do DPAC

As causas do DPAC podem ser as mais variadas possíveis, porém, destacam-se:

-         Otites freqüentes na primeira infância (a privação sensorial provocada por otites de repetição pode causar dificuldade para reconhecer padrões sonoros e na formação dos engramas dos sons da fala);
-         Alterações de ouvido médio e interno;
-         Pouca estimulação auditiva;
-         Disfunções subclínicas das vias auditivas causadas por: hiperbilirrubinemia, anóxia neonatal, sífilis, malformações congênitas, entre outros;
-         Hereditariedade;
-         Síndromes neurológicas; doenças neurológicas e degenerativas, epilepsia, entre outros.


Sinais e Sintomas do DPAC

De acordo com especialistas, pessoas que sofrem do DPAC podem apresentar alguns destes sintomas e não necessariamente todos:

-         Solicitam freqüentemente a repetição da mensagem falada dizendo: hã?, o quê, oi?. São distraídos e desorganizados;
-         Tem comportamento agitado ou quieto demais;
-         Tem dificuldade em seguir direções e instruções orais;
-         Apresentam vocabulário restrito;
-         Tem dificuldade em compreender a mensagem falada em presença de ruído competitivo;
-         Tem dificuldade de memória e, tempo de atenção curto;
-         Tem dificuldade em entender piadas e mensagens de duplo sentido; confundem o que ouvem;
-         Apresentam dificuldades de linguagem, fala, leitura e/ou escrita.


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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Primeira vez no BLOG?


Seja muito bem-vindo.....

Este BLOG procura discutir sobre os transtornos de aprendizagem com um recorte no TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e da Dislexia bem como a medicalizção no ensino.

Decidi criar o espaço por defender a tese de que a informação é o melhor remédio. Afinal, existem correntes de pesquisadores que defendem pontos de vistas diferentes, o que vem causando muita polêmica para desespero de pais e educadores. O Conselho Federal de Psicologia, por exemplo, argumenta que tanto o TDAH quanto a Dislexia não existem, o que existe é a diversidade do ser humano, já a Associação Brasileira de Dislexia, Associação Brasileira do Déficit de Atenção alegam que são transtornos reconhecidos por toda comunidade médica internacional e que  estão catalogados na 10ª edição do  CID – Classificação Internacional de Doenças. 


O assunto vem aos poucos ganhando espaço na grande mídia. A edição de 27/07/2012, da revista Isto È, por exemplo, publicou uma matéria sobre a polêmica. Para conferir, clique aqui e leia na íntegra a reportagem disponibilizada online.

Atenção.....

...............................não confunda a cuca:

TDAH e Dislexia não são transtornos que causam problemas de aprendizagem.!!!!!!!!!!! Segundo a corrente que defende a existência destes transtornos, eles são, na maioria das vezes, os responsáveis pelas dificuldades de aprendizagem. Duas coisas completamente diferentes que podem ou não estar interligadas...................


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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Declaração Internacional de Consenso sobre o TDAH

Um grupo de especialistas de diferentes países, que defende a tese da existência do TDAH, preocupados com a má informação que vem cercando o conhecimento sobre o transtorno, decidiu assinar uma declaração conjunta com a intenção de desfazer uma série de mal entendidos que os meios de comunicação têm veiculado. De acordo com estes especialistas, a mídia tem contribuído de forma imprecisa e negativa na divulgação sobre o que vem a ser o transtorno e também sobre as polêmicas acerca dos conflitos científicos.

A lista dos pesquisadores que assinaram a declaração  foi encabeçada pelo professor de Psiquiatria e Neurologia da Universidade da Massachussetts Medical School, EUA,  Russell A. Barkley, e contou com a assinatura de cerca de 80 profissionais.

De acordo com o texto da declaração, o TDAH é um transtorno com o qual os cientistas estão bastante familiarizados e muitos deles, inclusive, dedicam uma vida inteira à  pesquisa científica. Estes pesquisadores afirmam  ainda temer que histórias incorretas, que apresentam o TDAH como um mito, uma fraude ou uma condição benigna, possam impedir milhares de portadores a procurarem tratamento para o seu problema. Para eles, essas informações criam no público uma sensação geral de que o transtorno não é legítimo nem real, ou consiste em aflição trivial.

TDAH x Moda

Para o mestre em Psiquiatria e Saúde Mental pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro e pesquisador do GEDA (Grupo de Estudos do Déficit de Atenção), Daniel Segenreich, em toda época há tendência de se falar de novos sintomas e os da atualidade são a Anorexia, a Bulimia e o TDAH. “As pessoas tendem a optar pelo que é mostrado como novo e o TDAH está na crista da onda, mas o transtorno não é novo. É estudado desde a década de 60”, afirmou o pesquisador durante palestra sobre o contexto histórico, etiologia e aspectos epidemiológicos do TDAH em curso direcionado aos professores no portal Atenção Professor.

Agora, se você for dar um “google” na sigla TDAH e selecionar algumas reportagens publicadas pelos meios de comunicação  irá conferir que a maioria delas relaciona o transtorno com nomes dos principais gênios da humanidade, como Albert Einstein, Thomas Edison, Ágata Christie etc. Será que este tipo de exposição/relação pela mídia não contribui para forçar um laudo positivo? Eu acredito que sim porque enquanto não houver evidências científicas para sanar qualquer tipo de dúvida quanto à existência do transtorno para poder separar o “joio” do “trigo”  e  enquanto o diagnóstico for realizado mediante um questionário, que na minha opinião, mais parece um questionário de revista feminina, é muito fácil manipular e maquiar dados do que enfrentar a possível realidade: a escola tem de mudar.


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Para ler a íntegra da Declaração Internacional de Consenso sobre o TDAH, clique aqui. O documento está na língua inglesa. Caso prefira ler um resumo, foi publicado um na língua espanhola, é só clicar aqui.

Para assistir à palestra do  pesquisador Daniel Segenreich, clique aqui.

Para conhecer o questionário utilizado para o diagnóstico do TDAH, clique aqui.

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